A procura do conforto e aconchego.

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A procura pelo conforto e maciez para nosso aconchego está super em alta, já que a todo momento somos convidados a resgatar o afeto para compensar o embrutecimento e a velocidade dos tempos modernos. É o chamado fator high touch (alto contato), contra o fator high tech (alta tecnologia). Esta teoria é defendida pelo futurólogo e sociólogo americano John Naisbitt, autor do livro ‘High Tech – High Touch’, que segundo ele, desde os anos 90, a força da tecnologia invadiu o mercado em massa, e a pressa tomou conta das pessoas de tal forma que elas mesmas estão se tornando automáticas. Andam tão hipnotizadas que mal percebem o quanto estão estressadas.

Ele procura mostrar que não podemos ir contra a tecnologia – já que as inovações são vitais para a eficiência no trabalho, no dia dia, e se torna importante até pela evolução geral da humanidade. Mas precisamos nos esforçar para não nos deixar anular por ela! A importância do afeto e de uma certa desaceleração é imprescindível para que o equilíbrio exista em cada indivíduo.

Há várias formas de conseguirmos essa sensação de ‘compensação’, e é natural procuramos o conforto e o aconchego de várias formas para nos sentir melhor, ter o bem estar necessário para sentir felicidade. Essa sensação de conforto pode vir de um aperto de mão, um abraço, um toque macio de uma manta, roupas de uso pessoal, roupas de casa especialmente as de cama para proporcionar melhor qualidade do sono, como um cobertor felpudo ou edredom super macio que aquecem o corpo, lençóis de tecidos naturais que dão maior sensação de bem estar, travesseiros aromáticos entre outros itens relaxantes, e algumas atitudes ternas que confortam a alma. Um gesto de carinho faz maravilhas até mesmo nas situações mais difíceis.

Aumenta a procura das pequenas doçuras que alimentam a vida, sejam em alimentos e sobremesas gostosas, um bolo caseiro fresquinho para lanchar com amigos, acariciar o pelo macio de um animal de estimação, abraçar uma fofa almofada naquele cantinho preferido da casa, escolher e usar aromas que despertem boas sensações, seja um perfume pessoal, para o ambiente corporativo ou para nosso lar, tapetes, chinelos e pantufas macias, banhos e músicas relaxantes, boas leituras, são experiências gostosas que cabem na rotina de todos, nos lembram que a vida pode ser macia e gostosa, e toques macios sempre abrandam o coração.

Por tudo isso, cultivar a ternura é fundamental. Em inglês, ternura é tenderness, derivado de tender, ou macio. O termo jamais ‘arranha’, e a ternura não deseja nada, ela só quer contemplar a cena. O beijo terno apenas encosta os lábios. As mãos ternas são extensões do olhar. Tocam para se certificar de que os olhos não mentem.

E é bom que se diga que esse sentimento manso não tem nada de frágil, tem muito poder! Basta pensar como o sorriso de algum bebê ou criança conseguem derreter o coração de qualquer marmanjo. Tenro não é algo sem firmeza ou sem consistência, é puro viço! Pense na massagem: o bom da maciez é que você toca fundo na pele e não a deforma. Tudo volta levemente ao lugar, porém mais fortalecido, pois a ternura abranda a dureza.

Algumas das atitudes serenas que se pode observar é na cozinha, o cuidado no preparo dos alimentos, desde a escolha dos ingredientes até sua disposição no prato, que estimula a sutileza pelo paladar e conecta as pessoas ao redor da mesa. É um estilo mais adequado em qualquer tempo e lugar, de quem está interessado em ter qualidade de vida, também chamado de slow food, que é o movimento contrário ao fast food.

Na decoração, o que é soft, termo emprestado do inglês para indicar a qualidade do que é macio, também ganha espaço. Os tons pastel que acalmam o olhar, são os mais procurados. Assim como as texturas felpudas e sedosas que agradam o toque. Soft é ainda ouvir sons da natureza, mantras ou a voz de uma criança aprendendo a falar, rir e brincar.  É o contato direto com a natureza e sua beleza. São muitos os sinais de VIDA que existem ao nosso redor, suavemente ternos e tenros.

Por Zelia Madureira,  inspirado em alguns termos do livro ‘High Tech – High Touch’, de John Naisbitt – Ed. Cultrix.

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